sexta-feira, 31 de maio de 2013

O Senhor fortalece os seus na hora da debilidade

“Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço,” Isaías 41:10

Quando somos chamados a servir e sofrer, fazemos um inventário de nossas forças, e descobrimos que são menores do que pensávamos, e mais inferiores do que necessitávamos. Porem, nosso coração não deverá se abater em nosso intimo, já que contamos com uma palavra com essa, na que podemos nos apoiar, pois garante-nos tudo aquilo que possamos necessitar. Deus tem uma força onipotente, e Ele pode comunicar-nos essa força, e promete que assim fará. Ele será o alimento para nossa alma, e a saúde de nossos corações – e , assim, Ele nos dará força. Não se pode saber quanto poder Deus colocará em um homem. Quando a fortaleza divina vêm, a debilidade humana já não é mais um obstáculo.
Não recordamos de épocas de labores e provas nas que recebemos tal fortaleza especial que nos espantamos com nós mesmo? Em meio do perigo, conservamos a calma, diante da perda se seres queridos, estivemos resignados; em frente à calúnia, possuímos domínio próprio, e na enfermidade estávamos pacientes. O fato é que Deus provê uma força inesperada quando provas inusitadas nos sobrevém. Nos levantamos por cima de nossas frágeis constituições. Os covardes fazem o papel de homens, os insensatos recebem sabedoria, e aos quietos lhes é dado no preciso instante o que haverão de falar. Minha própria debilidade faz com que eu me acovarde, porem, a promessa de Deus converte-me em valente. Senhor, fortalece-me “conforme Tu disseste.”

[Por Charles Hadon Spurgeon]

segunda-feira, 27 de maio de 2013

John Bunyan em: O peregrino

"Ambiciono subir o monte, apesar de alto;
A dificuldade não me deterá,
Pois eu percebo que o caminho para a vida está aqui.
Vem, meu coração, partamos, não desfaleçamos nem temamos;
É melhor seguir o caminho certo, apesar de difícil,
Do que o errado, apesar de fácil, onde o fim é a desgraça."

[Por John Bunyan em "O Peregrino"]

Esta é a vida para Bunyan – experimentada na prisão e explicada em parábolas. Mas nós, cristãos ocidentais modernos, vemos lazer e segurança como um direito. Nós nos mudamos de vizinhanças ruins. Abandonamos relacionamentos difíceis. Não vamos para grupos de pessoas perigosas, não alcançadas.
Bunyan nos acena para que ouçamos outra vez a Jesus e a seus apóstolos. Jesus nunca nos chamou para viver uma vida de segurança, nem mesmo para entrar numa briga que fosse justa – “Ovelhas no meio de lobos” é a forma como Ele descreve que somos enviados (Lc 10.3). “Aquele que ama a sua vida, a perderá; ao passo que aquele que odeia a sua vida neste mundo, a conservará para a vida eterna” (Jo 12.25). “Da mesma forma, qualquer de vocês que não renunciar tudo o que possui, não pode ser meu discípulo” (Lc 14.33). Nós não deveríamos ser “abalados por essas tribulações... [pois] somos designados para isso”  (1Ts 3.3). Fé e sofrimento são dois grandes dons de Deus:  “A vocês foi dado o privilégio de não apenas crer em Cristo, mas padecer por Ele” (Fp 1.29)

[Por John Piper em "O sorriso escondido de Deus"]

sexta-feira, 24 de maio de 2013

CONVERSÃO - POR JOHN BUNYAN

A conversão não é o processo suave e fácil que algumas pessoas parecem imaginar... Esta quebrar de corações é uma obra que causa feridas, naturalmente, mas sem isso, não há salvação... Para se fazer um enxerto, é preciso, primeiro, fazer uma ferida, pois o enxerto precisa ser introduzido num corte; fixá-lo na casca ou amarrá-lo com um barbante será inútil. Cerne com cerne, e casca com casca, ou não haverá seiva, da raiz ao galho, e isto, reafirmo, precisa ser feito através de um corte.


[Por John Bunyan em "The excellency of a broken heart"] 

terça-feira, 21 de maio de 2013

O ANZOL DE DEUS ESTÁ NO NARIZ DELES


“Todos os caminhos dos perseguidores são de Deus. Daniel 5.23. Portanto, o quanto pudermos, não devemos ter medo de homens; não devemos ter medo deles, porque nos ferirão; não devemos ter medo deles como se eles estivessem livres para fazer conosco, e a nós, o que quisessem. O freio de Deus está sobre eles, o anzol de Deus está no nariz deles: sim, e Deus tem determinados os limites da ira deles, e se ele permitir que empurrem sua igreja para o mar de dificuldades, será apenas somente até o pescoço, e somente até aí irá, e não se afogará. 2 Re 19.28; Is 37.29; 8.7-8. Digo que o Senhor tem controle sobre ele, e os ordena; eles, em tempo algum, vem contra o povo de Deus, a não ser por sua licença e compaixão, que ordena até onde podem ir e onde parar.”

[Por John Bunyan em "Seasonable counsel, or Advice to sufferers", 1684.]

Karolina Wilhelmina Sandell-Berg era filha de Jonas Sandell, pastor da igreja luterana em Froderyd, Suécia. Quando tinha 26 anos, acompanhou seu pai em uma viagem de barco para Gothenberg, durante a qual ele caiu na água e afogou-se diante de seus olhos. A tragédia afetou Lina, profundamente, e a inspirou a escrever hinos, dos quais um dos mais conhecidos é “Day by Day”:

Dia a dia, em cada momento que passa,
Encontro forças, para enfrentar minhas provas aqui;
Confiando na dádiva sábia de meu Pai,
Não tenho motivo para preocupação ou temor.
Aquele cujo coração é bondoso além de qualquer medida
Dá a cada dia o que lhe parece melhor –
Amávelmente, sua porção de dor e prazer,
Misturando trabalho árduo com paz e descanso.

["O sorriso escondido de Deus" - por John Piper]

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Completando as aflições de Cristo

A vida é transitória. Em muito pouco tempo, todos nós prestaremos conta diante de Jesus Cristo não só a respeito de quão bem cumprimos nossa vocação, mas também de quanto obedecemos à ordem de fazer discípulos de todas as nações...
... Você tem certeza de que Deus quer que continue a fazer o que está fazendo? Para a maioria de nós, Ele provavelmente quer. Seu chamado é a obediência radical para a glória de Cristo bem onde você está. Mas, para muitos de  vocês, as histórias dos mártires estão entre as centenas de coisas que Deus usa para soltar sua raiz e plantá-los em outro lugar. Ele chama alguns de vocês para completar o que resta dos sofrimentos de Cristo, para cair como um grão de trigo em algum solo distante e morrer (ainda que seja para si mesmo), para odiar sua vida neste mundo e, assim, mantê-la para sempre e produzir muito fruto.

Abrace o sofrimento por,em, e para Cristo!
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Tirado do livro "completando as aflições de Cristo" - por John Piper
Obs: As palavras em negrito são adaptadas ao texto para melhor compreensão do mesmo fora do livro.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Por W. Tyndale

“Se Deus prometeu riquezas, o caminho para elas é a pobreza. Quem Ele ama, Ele disciplina; quem Ele exalta, Ele desencoraja; quem Ele salva, primeiro, Ele amaldiçoa; Ele não leva nenhum  homem para o céu a não ser que, primeiro, leve-o para o inferno. Se Ele promete vida, Ele o mata primeiro, quando Ele edifica, primeiro derruba tudo. Ele não é de remendar, não pode edificar sobre a fundação de outro homem. Ele não começa a operar até que tudo fique irremediável e chegue a tal ponto que todos possam ver que sua mão, seu poder, sua misericórdia, sua bondade e verdade operaram tudo juntos. Ele não deixará que nenhum homem divida com Ele seu louvor e glória.Por isso, procuremos de forma diligente para onde somos chamados para que não enganemos a nós mesmos. Somos chamados não para disputar, como os discípulos do papa fazem, mas para morrer com Cristo para que possamos viver com Ele e para sofrer com Ele para que, com Ele, possamos reinar.”

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Carta resposta de Christopher Love à sua esposa grávida, no dia de sua execução


“22 de agosto de 1651 - O dia da minha glorificação
Minha tão graciosa amada,
Vou agora de uma prisão para um palácio. Terminarei o meu trabalho; vou agora receber meu salário. Vou para o céu onde estão duas de minhas crianças, e deixando você na terra onde estão três de meus pequeninos. Aqueles lá em cima não precisam de meus cuidados, mas os três aqui embaixo precisam dos teus. Consola-me pensar que dois de meus filhos estão no ceio de Abraão, e três deles estarão nos braços e cuidados de uma mãe tão terna e piedosa.
Sei que você é uma mulher de espírito triste, contudo seja consolada; embora sua tristeza seja grande pela partida de seu esposo deste mundo, tuas dores serão menores ao trazer seu filho ao mundo. Seja uma mãe alegre, ainda que seja uma viúva triste. Deus tem muitas misericórdias guardadas para você; as orações de um esposo moribundo por você não serão perdidas. Por vergonha minha eu digo que nunca orei tanto por você em liberdade como orei em prisão, não posso escrever muito, mas tenho alguns conselhos práticos para deixar para você:
1)Conserva-te sob ministério sadio, ortodoxo, e consciencioso. Ah, existem enganadores que sairão pelo mundo, mas as ovelhas de Cristo conhecem a sua voz, e um estranho elas não seguirão. Dê atenção ao ministério que ensina o caminho de Deus na verdade, siga o conselho de Salomão, Provérbio 19:27 “se deixas de ouvir a instrução, desviar-te-ás das palavras do conhecimento.”
2)Crie seus filhos no conhecimento e admoestação do Senhor… 
3)Ore com sua família diariamente, para que sua casa possa ser contada entre as famílias que invocam a Deus.
4)Esforça-te por um espírito manso e tranqüilo, que à vista de Deus tem um alto preço, 1 Pe 3.4
5)Medite, não nos confortos que você quer, mas nas misericórdias que você tem. Olhe antes para a finalidade de Deus ao afligir, do que para a medida e grau em que você é afligida.
6)Trabalhe para deixar claras suas evidências a favor do céu quando Deus tirar de você os consolos da terra, para que, quando seus sofrimentos forem abundantes, também possam abundar mais ainda as consolações em Cristo, 2 Co 1.5. Embora seja bom manter um certo zelo santo para não ser enganada pelo coração, contudo é mau você guardar temores e dúvidas sobre a verdade de suas graças.
7)Se algum dia confiei no tocante à graça de outra pessoa, tenho plena confiança no tocante à graça que há em ti… Empenharia minha alma no lugar da sua, tanta a confiança que tenho em você.
8)Quando achar seu coração seguro, presunçoso e orgulhoso, então medite mais na corrupção do que na graça, em seguida, considere a graça que habita em ti livre de enfermidades.
9)Estude o pacto da graça e os méritos de Cristo, e então se preocupe se puder. Você está interessada num pacto que aceita propósitos como desempenho, desejos como ação, sinceridade como perfeição, a justiça de outro – de Jesus Cristo, como a sua, Oh, meu amor! Descanse, descanse então no amor de Deus, no ceio de Cristo…
10)Sobrepuje a vontade de Deus à tua vontade. Existe um copo amargo que nós precisamos beber mas é o copo de Deus que tem sido colocado em nossas mãos. Quando Paulo estava sofrendo em Jerusalém, os cristãos disseram: “Que seja feita a vontade de Deus!” Oh! Dizei assim, quando eu for para o torre, ”Que seja feita a vontade de Deus!”.
11)Alegra-te na minha alegria. Entristecer-te exageradamente por mim demonstra que você inveja ou duvida da minha felicidade.  A alegria do Senhor é a minha força, Oh! Que seja também a tua! Querida esposa, adeus: não mais chamar-te-ei esposa: não mais ver-te-ei o rosto: ainda assim, não me perturbo, pois agora eu estou indo ao encontro do Esposo, o Senhor Jesus, com quem serei casado eternamente.
12)Não te recuses a casar quando o Senhor te oferecer boa oportunidade, mas certifique-se de casar-te no Senhor e com um homem de boa disposição, que não te aflija, mas proporcione a ti conforto no mundo.
Adeus querida amada, novamente digo adeus. Que o Senhor Jesus esteja com seu espírito. Que o Criador do céu e da terra seja um marido para ti, e que o Pai do Senhor Jesus Cristo seja um pai para teus filhos – assim roga o seu moribundo.
Aquele que te ama até a morte,
Christopher Love”

domingo, 12 de maio de 2013

CARTA DE DESPEDIDA DE UMA ESPOSA



Christopher Love (1618-1651), um jovem, brilhante pregador Puritano, nasceu em Cardiff, País de Gales em 1618 e morreu decapitado em 22 de Agosto de 1651, na Torre de Londres.  Foi convertido quanto tinha 15 anos de idade, contra a vontade do seu pai, mas sustentado pelo ministério de sua mãe. Ele casou-se com Mary Stone e tiveram 5 filhos, duas meninas que faleceram muito cedo e 3 meninos, o último nasceu uma semana após a morte de Love.
Mary e Christopher Love refletiram a glória de Deus um ao outro, e seu casamento continua sendo um farol apontando o que Deus pretende para o lar cristão. Foram um abrigo de graça um para o outro mesmo nas mais horrendas circunstâncias. Poucos dias antes da morte dele, sua esposa, Mary, escreveu o seguinte para o seu esposo:
“Antes de eu escrever qualquer outra palavra, peço que você não pense que é sua esposa, e sim uma pessoa amiga que lhe escreve. Espero que já tenha livremente rendido a esposa e os filhos ao Deus que disse em Jeremias 49.11: “Deixa os teus órfãos, e eu os guardarei em vida; e as tuas viúvas confiem em mim.”. Seu Criador será meu esposo, e um Pai para seus filhos. Oh, que o Senhor o guarde de ter um só pensamento atribulado por sua família. Você, eu desejo renunciar às mãos de seu Pai, e não ver só como coroa de glória você morrer por Cristo, mas como honra para mim, por ter um esposo para deixar por Cristo.
Não ouso lhe falar, nem ter um só pensamento dentro de meu coração sobre minha perda indizível, mas sim conservar meus olhos fixos no ganho inexprimível e inconcebível. Você só deixa uma esposa pecadora, mortal para ser casado eternamente com o Senhor da glória. Você deixa apenas crianças, irmãos e irmãs para ir ao Senhor Jesus, seu Irmão mais velho. Você deixa amigos na terra para ir desfrutar o prazer de santos e anjos, e os espíritos de homens justos já tornados perfeitos na glória. Você só deixa a terra pelo céu e troca uma prisão por um palácio. E se afetos naturais começarem a surgir, espero que o espírito da graça que está em você os abafe, sabendo que todas as coisas aqui em baixo são apenas esterco e escória em comparação com aquelas coisas que há lá em cima. Sei que você conserva os olhos fixos na esperança da glória, que faz seus pés esmagarem as perdas da terra.
Querido, eu sei que Deus não só preparou glória para você, e você para ela, mas estou persuadida de que Ele adoçará o caminho para você chegar ao gozo dela. Quando estiver se vestindo naquela manhã, oh, pense: “Estou agora colocando minhas vestes nupciais para ir me casar eternamente com o meu Redentor…”
Meu querido, com o que escrevo para você, eu não procuro por esse meio ensinar-lhe; porque essas consolações eu recebi do Senhor por seu intermédio. Não vou escrever mais, nem incomodá-lo mais, mas entregue-se aos braços de Deus com quem, dentro em pouco, estaremos você e eu.
Adeus, querido. Nunca mais verei a sua face até que ambos contemplem o rosto do Senhor Jesus naquele grande dia.”

sexta-feira, 10 de maio de 2013

A Teoria da Evolução


Ao comentar a criação do mundo não podemos dispensar um ligeiro comentário sobre a teoria da Evolução. Citaremos um parágrafo do livro "The Origin and Evolution os Life" (a Origem e Evolução da Vida) por H.F. Osborn. "Desde os tempos mais remotos do pensamento grego o homem avidamente procura descobrir alguma causa natural da  evolução, no desejo de abandonar a idéia da criação sobrenatural". Isso constitui um franco reconhecimento do motivo da invenção da teoria da evolução. É para escapar à responsabilidade moral que a criatura tem perante o seu Criador. Infelizmente essa teoria ganhou aceitação totalmente desmerecida e aplica-se na maioria das escolas primárias, secundárias e demais instituições culturais, gozando ainda de popularidade nos púlpitos da ala modernista da religião.
De que consiste a teoria da Evolução?
A "Evolução" é a teoria filosófica e especulativa que afirma que os vários elementos e substâncias químicos do mundo inorgânico e todas as inúmeras criaturas vivas do mundo orgânico tiveram origem comum e foram o resultado de efeitos cumulativos de mudanças, em si imperceptíveis e finitos, que resultaram da energia de "forças inerentes da natureza". Essa teoria, que procura superar a narrativa bíblica sobre a criação, parte da pressuposição da existência da matéria e de força no universo, sem oferecer nenhuma explicação sobre a origem de nenhuma dessas. A matéria, segundo a teoria evolucionista, teria existido originalmente num vapor gasoso uniforme e altamente aquecido. A força seria nada mais do que a tendência dessa matéria de manter-se em movimento. Eis a pergunta: não seria tão necessário o poder de um Ser Onisciente e Onipotente para criar a matéria e a força, com toda sua suposta capacidade para desenvolvimento e diversificação, como para criar os elementos separados, as plantas e os animais? A narrativa de Gênesis é plenamente razoável e científica e não exige mais fé do que exige a teoria evolucionista. De fato, ela é mais racional, e se exige menos fé para crer na eternidade dum Deus pessoal e no Seu poder criador, do que crer na existência hipotética e pressuposta da matéria e da força e no seu poder misterioso de desenvolver-se.
Evolução cósmica, isto é, das estrelas, da terra, do mar, do ar e duma substância original comum, por enquanto nenhuma evidência foi apresentada para se tornar viável Todas as pesquisas da astronomia indicam que as lei do universo esta calcada na estabilidade e na ordem, e não na transformação, provando que a teoria da evolução não passa de uma criação da imaginação humana.
No Surgimento do inorgânico para o orgânico, a teoria da evolução requereria que, no remoto passado, e em razão dum acidente maravilhoso e combinação feliz e específica de forças e matéria, produziu-se a primeira centelha de vida que deu origem a primeira planta. Agora, e é verdade que todas as inúmeras formas e espécies de vida,encontradas hoje no mundo evoluíram das substâncias inorgânicas,das duas uma: primeiro ás rochas forneceriam provas dessa emergência do inorgânico para o orgânico,e a própria natureza revelaria certos agrupamentos de átomos que apontariam para uma existência orgânica. Mas o próprio Charles Darwin admitiu que a “geração espontânea” é coisa absolutamente fora de cogitação. Não se encontra em nenhuma parte do mundo nenhum sinal de vida orgânica que emergisse por si,dos elementos inorgânicos. O fato é que a matéria inorgânica não demonstra nenhum progresso, nenhum poder e nenhuma tendência de transformar-se em matéria viva.
A evolução admite que não se consegue encontrar o "elo" entre o reino vegetal e o animal. O próprio colaborador de Darwin, Alfredo R. Wallace, disse que a distância entre o reino vegetal e animal é tão grande que nenhuma explicação puderam formular sobre esse problema à base da matéria, suas leis e forças. No entanto, a evolução propõe o tal surgimento do inorgânico para o orgânico como teoria viável para explicar a verdadeira origem das coisas, deixando no entanto de explicar a origem da matéria, da força, a vida vegetal ou animal!
Se houvesse verdade na teoria evolucionista, não haveriam as diferentes espécies de vida e as linhas divisórias entre elas que verificamos na natureza. Antes haveria somente as formas individuais, uma se transformando na outra. Seria até impossível classificar as várias formas de vida, pois tudo estaria em estado de transmutação. Mas o que verificamos na natureza é um mundo claramente dividido em classes e espécies, cada uma separada da outra por barreiras intransponíveis. Afirmamos que toda a natureza dá seu testemunho contra a Evolução.
O fato é que existe um abismo intransponível entre o tipo de homem mais primitivo e o mais elevado tipo de animal, abismo que a ciência jamais conseguirá transpor. Por muito que os evolucionistas tenham procurado o "elo" inexistente entre o homem e o macaco, jamais o encontraram. O grande químico e cientista, Prof. Virchow, afirma, "temos que reconhecer que não existe nenhuma prova fóssil dum tipo inferior do homem." Todos os argumentos da Evolução são apenas meras suposições. As conclusões seguem aparências, e não as leis cientificas das quais querem ser os grandes patronos. 
Vê-se que toda as diferentes espécies de animais e plantas foram criadas separadamente pelo fato de que, quando estas são cruzadas, a posteridade é sempre estéril.o cruzamento do jumento com a égua, por exemplo, produz a mula, que é um produto hibrido e estéril! O fato de a raça humana em sua totalidade ser de uma só espécie e de origem comum, como Paulo informou aos atenienses em atos 17.26, prova-se pelo fato de que quando as diversas raças se misturam, a sua descendência não é estéril, e sim fértil. Este fato desfaz o argumento de certas pessoas que somente a raça branca seja descendente de Adão.
"Adão não foi criado como um bebê e nem tão pouco como silvícola, mas como homem adulto, de inteligência perfeita. De outra forma não teria capacidade para pôr nomes aos animais do campo e às aves do céu. O fato de que seus descendentes demonstraram tão elevada capacidade para cultivar a terra, inventar instrumentos musicais e aparelhos mecânicos, construir cidades e torres e mesmo um navio como foi a arca de Noé, prova que os homens do período ante-diluviano eram inteligentes e capazes de grandes realizações. Gn4.2,17,21,22. Prova de que o homem desde então tem evoluído física ou intelectualmente, não existe." - Larkin.
Os proponentes da Evolução não conseguem explicar Jesus Cristo, que era uma 'Raiz duma terra seca", e o cristianismo que surgiu sobre os ombros de doze homens, em oposição às crenças dos judeus, dos gregos e dos romanos. Também não sabem explicar como apareceu a nossa maravilhosa Bíblia que o próprio historiador H. G. Wells admite ser a fonte da civilização e não o produto da mesma.
É incrível como o mundo acadêmico e religioso, com tendências para o modernismo, tem engolido tão ingenuamente esta fantástica teoria que pelos próprios cientistas abalizados tem sido repudiada muitas vezes. Como pode uma teoria ganhar tal aceitação sem apresentar nenhuma prova? Certamente é um sinal dos tempos e cumprimento da palavra profética de Paulo, "... o aparecimento do iníquo... com todo engano de injustiça aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos. É por este motivo, pois, que Deus lhes manda a operação do erro, para darem crédito à mentira, a fim de serem julgados todos quantos não deram crédito à verdade; antes, pelo contrário, deleitaram-se com a injustiça". II Ts 2.9-12

[ Retirado do livro "O Plano divino através dos séculos", de N. Lawrence Olson ]

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Confie em Deus, e não nos Meios por Charles Haddon Spurgeon


“Pois tive vergonha de pedir ao rei uma escolta de soldados, e cavaleiros para nos defenderem do inimigo pelo caminho, porquanto havíamos dito ao rei: A mão do nosso Deus é sobre todos os que o buscam, para o bem deles; mas o seu poder e a sua ira estão contra todos os que o deixam” (Ed. 8:22)
Uma escolta em muitos aspectos teria sido desejável para o grupo de viajantes, mas um santo sentimento de vergonha não permitiria que Esdras procurasse uma. Ele temia que o rei pagão pensasse que sua declaração de fé em Deus fosse mera hipocrisia, ou imaginasse que o Deus de Israel não fosse capaz de proteger Seus próprios adoradores. Ele não poderia deixar sua mente confiar no braço da carne (ver II Cr. 32:8) numa questão evidentemente do Senhor e, assim, a caravana inicia sua jornada sem proteção visível, guardada por Aquele que é a espada e o escudo de Seu povo. Receio que poucos crentes sintam este zelo santo por Deus; mesmo aqueles que de certa forma andam pela fé, ocasionalmente estragam o brilho de sua vida ao suplicar o auxílio dos homens. Não existe maior bênção que não ter qualquer apoio ou suporte, a não ser ficar direto na Rocha Eterna, sustentado somente pelo Senhor. Buscariam os crentes doações para suas igrejas se eles se lembrassem que o Senhor é desonrado ao pedirem socorro a César? Como se o Senhor não pudesse suprir as necessidades de Sua própria causa! Recorreríamos tão rapidamente à ajuda de amigos e familiares se nos lembrássemos que o Senhor é glorificado pela nossa confiança absoluta em Seu braço? Ó minh´alma, espera só em Deus. "Mas", alguém diz, "os meios não podem serem usados?" É claro que podem; mas nossos erros raramente consistem em sua negligência: na maior parte das vezes florescem da tolice de crer nos meios em vez de crer em Deus. Poucos fogem, não confiando tanto na ajuda humana; no entanto, muitos pecam muito ao dar-lhe demasiada importância. Aprenda, querido leitor, a glorificar o Senhor por recusar valer-se dos meios, se, ao utilizá-los, vier a desonrar o nome do Senhor.

Fonte: Morning and Evening (Devocional matutina do dia 24 de setembro)

quarta-feira, 8 de maio de 2013

A necessidade da visão dos céus


Precisamos pedir a Deus uma visão dos céus que nos confirme e firme nEle, com convicção do chamado de Deus para nossas vidas. Só assim poderemos nos entregar a Cristo e por Cristo plenamente. Que o Senhor nos conceda tal visão gloriosa!

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Por Causa de Cristo Abrimos Mão de Nossas Causas


Por Pr. Walace Juliare

"Mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo" (Fp 3:7). Com estas palavras, o apóstolo Paulo enfrenta a oposição que afetava a igreja em Filipos (Fp 1:28; 3:2, 18).

Seus opositores orgulhavam-se da circuncisão (3:2); gloriavam-se em ser judeus e detentores dos rituais; afirmavam possuir a justiça baseada na lei (3:9) e conduziam a igreja no enfrentamento de alguns erros sérios, como: achar que tinham atingido a perfeição nesta vida (3:15) ou alimentar a presunção e vaidosa superioridade (2:3) que induziam ao egoísmo.
Diante disso, o apóstolo Paulo defende a igreja dos falsos pastores e das falsas doutrinas, apelando para o que movia sua vida e interesses. Seu alvo era ajudar a igreja a buscar valor naquilo que era importante e não na pressão exercida pelos opositores, que supervalorizavam títulos e posições.
O apóstolo Paulo afirma que nada pode ter mais valor do que Cristo na vida do salvo (7-8). A valorização dos judeus não era legítima (vv.4-6), portanto o único lucro deveria ser o Senhor Jesus. Esse termo "lucro" é plural, sugerindo que Paulo ajunta todos os privilégios e reivindicações da seção precedente, coloca tudo num pacote e depois, surpreendentemente, considera tudo como perda.
A motivação do apóstolo o levou a tomar uma atitude diária firme e não neutra, pois ele rejeitou, com desprezo, qualquer posição que tentava sobressair-se a Cristo em sua vida (v.8).
O que se entende é que "meias medidas" não adiantam. A vida cristã não fará sentido se Cristo não for o sentido dessa vida!
Outra descoberta do apóstolo é que nada pode ser mais desejado do que Cristo na vida do salvo (8b-11). A fé consiste em conhecer a Cristo, e esta íntima união com o Senhor ressurreto só é possível quando se compartilha Seus sofrimentos, tornando-se como Ele em Sua morte ou na comunhão dos seus sofrimentos. Por isso, "alcançar a ressurreição dos mortos" trata-se de uma convocação para que se conheça a Cristo numa vida de serviço, sofrimento e em labutas difíceis, iguais aos que ele próprio estava experimentando no decurso de sua obra apostólica.
A pergunta crucial para nossa geração - e para cada geração - é: se você pudesse ter o céu, sem doenças, com todos os amigos que tinha na terra, com toda a comida que gostava, com todas as atividades relaxantes que já desfrutou, todas as belezas naturais que já contemplou, todos os prazeres físicos que já experimentou, nenhum conflito humano ou desastres naturais, ficaria satisfeito com o céu, se Cristo não estivesse lá? (Piper, Deus é o Evangelho, p. 14)
O interesse em Cristo, maculado pelos interesses pessoais, invalida a fidelidade do salvo. Jesus não pode nem deve ser usado como um trampolim para buscas particulares. Quando o salvo entende que vive por causa de Cristo e para sua causa, ele abre mão de suas próprias causas, para glorificar Aquele que está acima de todos os interesses humanos.
A Palavra de Deus nos convoca a crer e a afirmar como Paulo: "Mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo". Jim Ellyot, missionário assassinado pelos índios Alcas, no Equador, disse certa vez: "Aquele que dá o que não pode guardar, para ganhar o que não pode perder, não é tolo". Abrir mão de privilégios, autojustificação, desejos terrenos é essencial no processo de viver para a glória de Deus.

[O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel]

Satisfação em Deus (parte 1)




Deus tinha resgatado milagrosamente os israelitas da escravidão. Ele abriu o Mar Vermelho para que eles pudessem escapar da perseguição do exército egípcio. Ele os conduziu, alimentou-os, deu-lhes água, e prometeu conquistar para eles uma terra onde manava leite e mel. Para uma nação que poucos meses antes não tinha esperança de jamais escapar das garras dos senhores egípcios, isso era bom demais para parecer verdade. Incrivelmente, contudo, este povo constantemente resmungava e se queixava quando andavam através do deserto. Eles nunca estavam satisfeitos com o que o Senhor tinha providenciado. Eles até se queixavam de que o alimento que o Senhor provia era enjoativo e lhe faltava a deliciosa variedade que eles tinham lá no Egito. Em mais de uma ocasião os israelitas desejaram voltar à terra da escravidão. De fato, uma vez até falaram do Egito como sendo a terra onde manava leite e mel e sugeriram que Moisés os estava conduzindo na direção errada (Números 16:13)! A constante queixa dos israelitas parecia absurda. Depois de tudo o que o Senhor tinha feito por eles, deviam estar transbordantes de gratidão.

E quanto a nós? Vivemos em algo mais substancial do que tendas e temos mais variedade em nossa dieta do que maná e codorna. O Senhor proveu um meio de sermos libertados de uma servidão muito mais devastadora do que a escravidão física do Egito. Todos nós devemos estar contentes. "Grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento. Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele. Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes" (1 Timóteo 6:6-8). "Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as coisas que tendes; porque ele tem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei" (Hebreus 13:5).

Satisfação em Deus (parte 2)



Contentamento com nossas bênçãos materiais
A Bíblia nos ordena que estejamos contentes com o que temos (Hebreus 13:5; Filipenses 4:11-12; Lucas 3:14). Uma falha em estar contentes leva a múltiplos problemas: queixa, aflição, inveja, ingratidão, cobiça, etc. Aqueles que não estão contentes compram coisas que não podem pagar e depois tentam conseguir uma maneira de pagar mais tarde (veja Provérbios 22:7). Os descontentes acham difícil o sacrifício pela causa de Cristo porque eles se vêem "injustamente" privados.

Pensamos que há um grande problema quanto a estar contente com nosso nível de prosperidade: "Não temos o suficiente... mas se conseguíssemos um pouco mais então ficaríamos contentes". Que mentira! Se não estou contente com o que tenho no momento, eu não ficaria contente (por mais do que um ou dois dias) com o dobro disso. O escritor de Eclesiastes foi claro: "Quem ama o dinheiro jamais dele se farta; e quem ama a abundância nunca se farta da renda; também isto é vaidade ... Todo trabalho do homem é para a sua boca; e, contudo, nunca se satisfaz o seu apetite" (Eclesiastes 5:10; 6:7). Contentamento material nada tem a ver com quanto temos; se tivesse, os israelitas teriam estado contentes e também nós. O contentamento depende de nossa atitude quanto ao que temos. Em vez de querer o que não temos e não podemos ter, precisamos aprender a querer o que temos.
Há boas razões para estarmos contentes com nossa prosperidade material. É um modo de vida superior: "Melhor é um punhado de descanso do que ambas as mãos cheias de trabalho e correr atrás do vento" (Eclesiastes 4:6). Aqueles que estão sempre querendo mais tornam-se infelizes e, mesmo assim, raramente ganham o que estão buscando.  Temos o suficiente. Paulo disse que alimento e roupa eram tudo o que precisávamos (1 Timóteo 6:6-8). É verdadeiramente notável quantas coisas algumas pessoas esperam da vida. Pensamos que merecemos todas as coisas que estamos buscando? Quando nos compararmos com alguém como Paulo, ou como os israelitas no deserto, devemos envergonhar-nos de nossa insatisfação e estar determinados a apreciar e ser gratos pelas coisas que o Senhor nos tem dado.  Uma falta de contentamento é uma manifestação de cobiça, que é uma forma de idolatria (Hebreus 13:5; Efésios 5:5). Não estamos contentes porque temos desejos insatisfeitos, e os temos porque somos gananciosos.  Quando Deus está conosco, nada mais é importante (Hebreus 13:5-6). Pensaríamos que é absurdo se um homem que acabasse de ganhar um milhão de reais se irritasse por ter sido enganado em uns poucos reais, ou se irritasse muito por causa de qualquer coisa. A grande bênção de receber tanto dinheiro deveria tender a fazer com que outras frustrações se reduzissem a nada. Ter Cristo é muito mais do que ter um milhão de reais. Devemos estar contentes com ele, contentes até mesmo só com ele.

Satisfação em Deus (parte 3)



Contentamento com limitações pessoais
Todos os homens têm certas limitações pessoais. Elas podem ser limitações de capacidade, de educação, de ambiente, etc. Precisamos não permitir que estas limitações nos causem descontentamento. Em 2 Coríntios 12, Paulo sentia um doloroso espinho em sua carne. A natureza exata do espinho de Paulo é desconhecida, e como resultado, ela serve de excelente modelo para qualquer situação penosa que enfrentemos. Paulo orou três vezes para que o Senhor tirasse o espinho, mas o Senhor respondeu: "A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte" (2 Coríntios 12:9-10). Paulo reagiu adequadamente. Afinal, o Senhor em sua providência governa o universo. Se ele permite que alguma limitação pessoal nos aflija e lhe pedimos que a tire de nós e ele não tira, então precisamos nos lembrar de que o propósito de Deus é superior ao nosso.

O descontentamento com limitações pessoais leva a muitos erros. O homem com um talento, em Mateus 25, usou sua incapacidade como desculpa para não servir em nada ao senhor. Muitos pensam que se não podem fazer alguma grande coisa para o Senhor, não podem fazer nada mesmo. Alguns permitem que deficiências pessoais os levem a justificar seus pecados. Eles se sentem como se suas circunstâncias limitadas façam deles exceções para os mandamentos do Senhor. Outros sentem-se tristes consigo mesmos e murmuram e se queixam. Algumas pessoas até se tornam invejosas de outras que não têm a limitação com a qual elas sofrem. Mas desde que o Senhor é responsável por governar o universo, eu deveria estar contente e regozijar-me em qualquer situação, sabendo que ele é mais sábio do que eu.

Satisfação em Deus (parte 4)



Contentamento em nossas circunstâncias
Deus permite que os cristãos passem por circunstâncias frustrantes. Quando Paulo escreveu Filipenses 4:11-12 ele estava na prisão, e tinha estado por muitos anos. Mas ouça o que ele disse: "Aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez". A prisão deve ter sido terrivelmente frustrante para um homem que passou sua vida viajando para visitar os irmãos e para desbravar novos territórios para o evangelho. Não obstante, ele declarava que sua prisão tinha feito o evangelho progredir ainda mais (veja Filipenses 1:12-20 para pormenores). Onde estivermos, podemos servir o Senhor. Precisamos nunca usar nosso ambiente como desculpa para o pecado.

A mais baixa classe social do Império Romano era a dos escravos. É difícil para nós que conhecemos somente uma vida de liberdade imaginar como seria degradante existir como propriedade pessoal de alguém. Contudo, Paulo escreveu: "Foste chamado, sendo escravo? Não te preocupes com isso; mas, se ainda podes tornar-te livre, aproveita a oportunidade" (1 Coríntios 7:21). Não é que devemos evitar tirar vantagem de oportunidades para melhorar nossas circunstâncias, mas sim que, quando isto não pode ser feito, não devemos nos afligir por isso. Afinal, o Senhor precisa de bons escravos cristãos. Lembrar o domínio soberano do Senhor deve ajudar-nos a descansar nele e deixar de atormentar-nos pelas limitações causadas por nossas circunstâncias (veja Romanos 8:28).

Satisfação em Deus (conclusão)



Evitar o contentamento espiritual
Há uma área na qual o contentamento precisa ser evitado: é nas coisas espirituais. Quando a igreja de Laodicéia decidiu sentar-se e descansar porque pensava que tinha tudo (Apocalipse 3:14-22), isso era um engano terrível! O contentamento espiritual é um sintoma de orgulho (Lucas 18:11-13). O homem com a atitude adequada sempre se verá ainda longe da meta e estará constantemente redobrando seus esforços para crescer (Filipenses 3:12-14; 2 Pedro 3:18).

Estamos contentes?
Os israelitas, no deserto, deviam ter apreciado tanto as bênçãos do Senhor que nenhuma queixa jamais passasse por seus lábios. Em vez disso, desejavam sempre mais e mais e logo ficaram chateados com o Senhor. Nós que vivemos melhor que numa tenda, comendo mais do que maná, e tendo água boa todos os dias, temos ainda menos razão para murmurar. Estamos contentes?

quinta-feira, 2 de maio de 2013

“Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus;” Mateus 5:8



A pureza, a limpeza de coração, é a coisa mais importante que se há de buscar. Necessitamos ser limpos interiormente por meio do Espírito e da Palavra, e então seremos limpos exteriormente pela consagração e da obediência. Existe uma íntima conexão entre os afetos e o entendimento: se amarmos o mal, não podemos entender o que é bom. Se o coração é impuro, o olho estará embaçado. Como aqueles que amam as coisas profanas poderiam ver a Deus?
Que privilégio tão grande é ver Deus aqui! Uma olhada para Ele é o céu na terra! Em Cristo Jesus os limpos de coração olham o Pai.  Olharemos Sua verdade, Seu amor, Seu propósito, Sua soberania, Seu caráter do pacto, sim, vemos Ele mesmo em Cristo. Mas isso só é entendido  na medida em que o pecado é mantido fora do coração. Somente aqueles que buscam a santidade podem clamar: “os meus olhos te contemplam, ó DEUS o Senhor (Salmo141:8).” O desejo de Moisés: “Rogo-te que me mostres a tua glória”(Êxodo 33:18), pode ser cumprido unicamente conforme nos purifiquemos de toda iniquidade.“assim como é o veremos.” (1 João 3:2) , “qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo(1João 3:3) ” O gozo da presente comunhão e a esperança da visão bendita são um urgente motivo para a pureza de coração e de vida. Senhor, limpa nosso coração para que possamos ver-te!

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tradução: Projeto Spurgeon

As mentiras do "Feminismo"


No meu último semestre em uma velha universidade secular, eu fui convidada para um jantar com os professores. Em uma conversa tranquila, a diretora me perguntou do outro lado da – enorme – mesa o que eu estava planejando para o outono (ela tinha distribuído formulários de aplicação para o curso de pós-graduação e queria saber onde eu estudaria). Com quatorze semanas de gravidez, eu lhe respondi que meu plano era: ter um bebê. A mesa inteira ficou em silêncio. Os professores do sexo masculino estavam surpresos e estranhando a minha resposta, enquanto as professoras pareciam visivelmente irritadas. Um outro estudante que também estava presente se aproximou mais tarde para perguntar se eu estava falando sério. A única reação positiva veio do meu – velho, liberal, anglicano, do sexo masculino – orientador de tese. Alguém logo mudou de assunto.
Aparentemente, eles não acreditavam no que tinham me dito nos últimos quatro anos – que eu poderia escolher meu próprio caminho, fazer o que eu quisesse com a minha vida e alcançar o meu potencial, independentemente da opinião das outras pessoas. Eu amei meus estudos e uso minha educação todos os dias em minha casa. Mas esse não era o plano da universidade. Eles tinham uma definição específica para realização e sucesso absoluto, e a minha concepção, para eles, estava equivocada, mesmo que fosse o que eu queria. Eu não compartilhava da linha de pensamento feminista do meio acadêmico secular, e eles não iriam me parabenizar ou apoiar. Aparentemente, o direito da mulher escolher se limita às escolhas “politicamente corretas” aprovadas pelo feminismo.
Ao assistir o filme “A Dama de Ferro” na semana passada, percebi como as promessas do feminismo são vazias. Eles prometeram tudo a Margaret Thatcher (que nem sequer era uma feminista radical). Porém, no final de sua vida, ela tinha um país cada vez mais socializado, filhos praticamente desconhecidos, um marido morto, e, se os produtores do filme foram fieis à verdade, um grande arrependimento. Ela foi extremamente competente em seu trabalho, mas tudo aquilo pelo que ela trabalhou veio a ser de pouca importância no final de sua vida. E as coisas que mais importavam – a sua alma e as almas de sua família – foram negligenciadas.
Se nem mesmo a única primeira-ministra mulher da Grã-Bretanha encontrou satisfação e realizacão verdadeira e duradoura em sua vida, o que o feminismo poderia oferecer ao grande número de esposas e mães que estão trabalhando como operárias, secretárias, advogadas ou médicas? O feminismo quer que as pessoas acreditem que todas as mulheres devem e podem ter carreiras glamourosas, mas a maioria das mães que trabalham fora de casa têm empregos menores, gastam seu dinheiro com babás, e voltam para um lar “bagunçado” no final de um dia de trabalho. Algumas mulheres têm de trabalhar devido a certas circunstâncias. Algumas amam os seus empregos, e um crente pode exercer qualquer vocação legítima para a Glória de Deus, mas a imagem que as feministas pintam está muito longe da realidade.
Esse quadro cor-de-rosa é perpetuado pela suposição cultural de que as mulheres que ficam em casa fazem isso porque elas não podem fazer nenhuma outra coisa, e que ficar em casa significa que você vive em uma bolha de brinquedos, pratos e lavanderia. As feministas se recusam a ver que ser dona-de-casa proporciona a uma mulher mais tempo na cozinha do que qualquer aficcionado por gastronomia pode ter, mais oportunidades de ler do que qualquer bibliotecária, mais chances de moldar o caráter das crianças que qualquer super babá, mais tempo para fazer o bem do que qualquer mulher engajada em obras sociais, mais tempo para decorar a sua casa do que qualquer decoradora ou arquiteta e mais tempo para ler estatísticas econômicas do que qualquer economista. Ficar em casa cria mais oportunidades para desenvolver os seus interesses, habilidades, capacidades e modos de servir do que qualquer outro trabalho lá fora. Ainda assim, as feministas empurram as mulheres em cubículos, dizendo-lhes que apenas dessa forma elas terão uma vida, se sentirão realizadas, e estarão em contato com o mundo exterior.
Nossa cultura está cada vez mais às avessas. Ela aplaude a Martha Stewart, que sacrificou seu casamento e sua moral para construir uma empresa que ganha milhões de dólares em cima de mulheres americanas que não têm tempo para pensar criativamente sobre suas próprias casas. Ao mesmo tempo ela zomba de pessoas como minha mãe, que recusou uma incrível oportunidade de estudos de graduação, a fim de ensinar seis crianças em casa por quase 30 anos.
No final do dia, é o padrão bíblico de ser “boas donas-de casa” (Tito 2:5), que traz bênção para as mulheres, porque foi Deus quem ordenou isso para seu benefício pessoal e familiar – e, portanto, social. Martha Stewart tem ações, títulos, mansões, veículos de luxo, e uma incrível coleção de antiguidades. Eu não. Eu tenho um lar agitado, uma mini-van cheia, um monte de roupas, e a esperança da Glória. Claro, há dias em que um emprego de escritório parece administrável ou a carreira acadêmica, atraente. Mas quanto tempo, no máximo, esse prazer e satisfação permaneceriam durante toda a minha vida? É apenas a obediência que traz a felicidade eterna.
“Disse-lhe o seu senhor: Muito bem, servo bom e fiel; sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.” Mateus 25:23.

ps. Eu não tenho a intenção de comunicar, com esse artigo, que o trabalho fora de casa é necessariamente errado. O que eu intenciono tratar é o falso pressuposto cultural de que uma mãe / dona-de-casa não sabe de nada, não faz nada, e não contribui em nada, quando é ao contrário, é uma alta vocação e realização de um chamado.

[Retirado do site www.mulherespiedosas.com.br]
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Este post é uma tradução de um artigo de Rebecca VanDoodewaard publicado originalmente no Blog “The Christian Pundit“, traduzido e re-publicado com permissão da autora.