A dificuldade não me deterá,
Pois eu percebo que o caminho para a vida
está aqui.
Vem, meu coração, partamos, não desfaleçamos
nem temamos;
É melhor seguir o caminho certo, apesar de difícil,
Do que o errado,
apesar de fácil, onde o fim é a desgraça."
[Por John Bunyan em "O Peregrino"]
Esta é a vida
para Bunyan – experimentada na prisão e explicada em parábolas. Mas nós,
cristãos ocidentais modernos, vemos lazer e segurança como um direito. Nós nos
mudamos de vizinhanças ruins. Abandonamos relacionamentos difíceis. Não vamos
para grupos de pessoas perigosas, não alcançadas.
Bunyan nos acena
para que ouçamos outra vez a Jesus e a seus apóstolos. Jesus nunca nos chamou
para viver uma vida de segurança, nem mesmo para entrar numa briga que fosse justa
– “Ovelhas no meio de lobos” é a forma como Ele descreve que somos enviados (Lc
10.3). “Aquele que ama a sua vida, a perderá; ao passo que aquele que odeia a
sua vida neste mundo, a conservará para a vida eterna” (Jo 12.25). “Da mesma
forma, qualquer de vocês que não renunciar tudo o que possui, não pode ser meu
discípulo” (Lc 14.33). Nós não deveríamos ser “abalados por essas
tribulações... [pois] somos designados para isso” (1Ts 3.3). Fé e sofrimento são dois grandes
dons de Deus: “A vocês foi dado o
privilégio de não apenas crer em Cristo, mas padecer por Ele” (Fp 1.29)
[Por John Piper em "O sorriso escondido de Deus"]
[Por John Piper em "O sorriso escondido de Deus"]
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