segunda-feira, 8 de julho de 2013

"Eu serei o seu Deus." Jeremias 31.33


Cristão! Isto é tudo o que você pode desejar. Para fazê-lo feliz, você deseja alguma coisa que o satisfaça; e isto não é o bastante? Se você pode despejar esta promessa em sua taça, não dirá com Davi: "O meu cálice transborda" e "Tenho mais do que o meu coração pode desejar"? Quando isto se cumpre - "Eu sou o seu Deus" -, você não se sente possuidor de todas as coisas?O desejo é insaciável como a morte, mas Ele, que sacia a todos em tudo, pode saciá-lo. Quem pode medir a capacidade de nossos desejos? Mas a incomensurável riqueza de Deus pode mais do que transbordá-la. Pergunto-lhe se não está completo quando Deus é seu? Você deseja outra coisa senão Deus? A total suficiência dele não é bastante para satisfazê-lo, se tudo o mais falhar? Mas você deseja mais do que uma satisfação tranqüila: você deseja o deleite arrebatador.Venha, alma, aqui há música apropriada para o céu nesta sua porção, pois Deus é o Criador do céu. Nem toda música que saí de instrumentos suaves, ou extraída de cordas vibrantes, pode produzir tal melodia como esta doce promessa: "Eu serei o seu Deus." Aqui está um profundo mar de bonança, um oceano deleitoso sem limites; venha, banhe o seu espírito nele; nade ao longo de toda uma era, e não achará nenhuma praia; mergulhe por toda a eternidade, e não encontrará o fundo. "Eu serei o seu Deus." Se isto não faz seus olhos cintilarem e seu coração bater alto em plena felicidade, então certamente sua alma não está em condição saudável. Mas você deseja mais do que deleites do momento: você anela por alguma coisa que se refira àquilo em que pode exercitar a esperança; e o que mais pode esperar do que o cumprimento desta grande promessa: "Eu serei o seu Deus"? Esta é a obra-prima de todas as promessas; seu desfrute traz o céu à terra e fará um céu acima. Habite na luz de seu Senhor e deixe que sua alma seja sempre arrebatada pelo amor do Pai. Retire o tutano e a gordura que esta porção lhe proporciona. Viva plenamente os seus privilégios e alegre-se com alegria indizível.

domingo, 2 de junho de 2013

AUTONEGAÇÃO

Somos muito pobres no que diz respeito à autonegação nos dias de hoje. Nós mal sabemos o que isso significa, muito menos experimentamos a alegria de poder exercitar isso. Nós não conseguimos compreender que sem a autonegação nós podemos vir até a ter tudo, mas não teremos um pingo de felicidade. Não é a toa que a nossa vida não contagia as outras pessoas! Quão importante é a dimensão sacrifical da verdadeira piedade. Para Calvino, autonegação significava compreender que não somos donos de nós mesmos, pertencemos a Deus. Isso significa desejar que a nossa vida esteja completamente focada em n’Ele, rendendo tudo o que somos como um sacrifício vivo. Portanto, o que quer que Deus faça conosco é bom, porque essa é a Sua vontade.
Se Deus nos santifica, nós seremos mais influentes para os outros quando estivermos mais afligidos. As pessoas irão olhar para nós mais de perto para ver se e como a fé nos sustenta.
Primeiro, muitos de nós hoje em dia, que professamos a Cristo nos acostumamos com padrões muito baixos. Nos acostumamos com a mediocridade. Nós vivemos muito abaixo de nossos privilégios como cristãos. Os velocistas do mundo esforçam-se por excelência enquanto correm sua carreira, mas nós cristãos muitas vezes ficamos à margem, raramente deixamos alguém impressionado com nossa vida cristã e pouquíssimas vezes testemunhamos pra alguém a alegria de conhecer Jesus Cristo. Que vergonha de nós mesmos por fazermos do evangelho algo tão banal, tão medíocre e tão desagradável.
Nós não teremos vidas perfeitas. Nós  podemos tropeçar algumas vezes. Mas pela graça do Santo Espírito e pelo amor de Cristo, nós podemos viver contagiando pessoas. E nós podemos testificar pra nós mesmos e para os outros que o único caminho pra se viver, o caminho pra se viver com um propósito, o alegre caminho pra se viver é viver contagiosamente pra glória de Deus, em Cristo, pela fé através da graça. Soli Deo Gloria!

Por Dr. Joel Beeke k


*Esse artigo é parte do primeiro capítulo do livro “Contagious Christian Living” (Vida Cristã Contagiante) da Reformation Heritage Books and Pryntirion Press traduzido com permissão do autor.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

O Senhor fortalece os seus na hora da debilidade

“Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço,” Isaías 41:10

Quando somos chamados a servir e sofrer, fazemos um inventário de nossas forças, e descobrimos que são menores do que pensávamos, e mais inferiores do que necessitávamos. Porem, nosso coração não deverá se abater em nosso intimo, já que contamos com uma palavra com essa, na que podemos nos apoiar, pois garante-nos tudo aquilo que possamos necessitar. Deus tem uma força onipotente, e Ele pode comunicar-nos essa força, e promete que assim fará. Ele será o alimento para nossa alma, e a saúde de nossos corações – e , assim, Ele nos dará força. Não se pode saber quanto poder Deus colocará em um homem. Quando a fortaleza divina vêm, a debilidade humana já não é mais um obstáculo.
Não recordamos de épocas de labores e provas nas que recebemos tal fortaleza especial que nos espantamos com nós mesmo? Em meio do perigo, conservamos a calma, diante da perda se seres queridos, estivemos resignados; em frente à calúnia, possuímos domínio próprio, e na enfermidade estávamos pacientes. O fato é que Deus provê uma força inesperada quando provas inusitadas nos sobrevém. Nos levantamos por cima de nossas frágeis constituições. Os covardes fazem o papel de homens, os insensatos recebem sabedoria, e aos quietos lhes é dado no preciso instante o que haverão de falar. Minha própria debilidade faz com que eu me acovarde, porem, a promessa de Deus converte-me em valente. Senhor, fortalece-me “conforme Tu disseste.”

[Por Charles Hadon Spurgeon]

segunda-feira, 27 de maio de 2013

John Bunyan em: O peregrino

"Ambiciono subir o monte, apesar de alto;
A dificuldade não me deterá,
Pois eu percebo que o caminho para a vida está aqui.
Vem, meu coração, partamos, não desfaleçamos nem temamos;
É melhor seguir o caminho certo, apesar de difícil,
Do que o errado, apesar de fácil, onde o fim é a desgraça."

[Por John Bunyan em "O Peregrino"]

Esta é a vida para Bunyan – experimentada na prisão e explicada em parábolas. Mas nós, cristãos ocidentais modernos, vemos lazer e segurança como um direito. Nós nos mudamos de vizinhanças ruins. Abandonamos relacionamentos difíceis. Não vamos para grupos de pessoas perigosas, não alcançadas.
Bunyan nos acena para que ouçamos outra vez a Jesus e a seus apóstolos. Jesus nunca nos chamou para viver uma vida de segurança, nem mesmo para entrar numa briga que fosse justa – “Ovelhas no meio de lobos” é a forma como Ele descreve que somos enviados (Lc 10.3). “Aquele que ama a sua vida, a perderá; ao passo que aquele que odeia a sua vida neste mundo, a conservará para a vida eterna” (Jo 12.25). “Da mesma forma, qualquer de vocês que não renunciar tudo o que possui, não pode ser meu discípulo” (Lc 14.33). Nós não deveríamos ser “abalados por essas tribulações... [pois] somos designados para isso”  (1Ts 3.3). Fé e sofrimento são dois grandes dons de Deus:  “A vocês foi dado o privilégio de não apenas crer em Cristo, mas padecer por Ele” (Fp 1.29)

[Por John Piper em "O sorriso escondido de Deus"]

sexta-feira, 24 de maio de 2013

CONVERSÃO - POR JOHN BUNYAN

A conversão não é o processo suave e fácil que algumas pessoas parecem imaginar... Esta quebrar de corações é uma obra que causa feridas, naturalmente, mas sem isso, não há salvação... Para se fazer um enxerto, é preciso, primeiro, fazer uma ferida, pois o enxerto precisa ser introduzido num corte; fixá-lo na casca ou amarrá-lo com um barbante será inútil. Cerne com cerne, e casca com casca, ou não haverá seiva, da raiz ao galho, e isto, reafirmo, precisa ser feito através de um corte.


[Por John Bunyan em "The excellency of a broken heart"]